CineHome: Watchmen – O Filme

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Foto: Divulgação
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Os filmes de super-heróis estão cada vez mais populares no mundo todo. Estamos na era cinematográfica do realismo digital, que é cada vez mais espetacular e possibilita produções de alto escalão.

Claro que nem sempre é possível agradar a todos. Há aqueles que amam um filme de super-herói repleto de ação e aventura. Há aqueles que detestam por, muitas vezes, a adaptação ser muito diferente das histórias dos quadrinhos. Outros não gostam do contexto; quase sempre é a mesma estrutura: o herói, a mocinha e o vilão – que sequestra a mocinha, destrói a cidade e é derrotado pelo herói.

Pois bem, Watchmen – O Filme (2009) é totalmente o oposto de qualquer estereótipo deste gênero de filme. Baseado nos quadrinhos da DC Comics publicados em 1986 e escritos por Alan Moore e Dave Gibbons,  Rorshach é o alter ego de Walter Kovacs, personagem anti-herói intelectualmente incrível, mas psicologicamente instável, considerado um sociopata – condição atrelada à uma infância triste e desestruturada.

Ele é um detetive mascarado que compõe um grupo de justiceiros – os Vigilantes. Com a aprovação da Lei Keene, os super-heróis, justiceiros e mascarados são proibidos de atuarem. Apenas Dr. Manhattan e Comediante continuam ativos porque são contratados pelo governo americano, Rorschach prossegue na ilegalidade.

Após a morte de Edward Blake (o Comediante), Rorschach começa a investigar o caso, pois acredita que o crime foi cometido por algum inimigo em comum que anseia vingança contra todos os vigilantes.

Eis o que parece ser um enredo comum, daqueles em que prevemos a sequência de ações. A história mistura flashbacks (sem confundir o telespectador) de Rorschach e outros vigilantes, sobretudo o Comediante, que se revela uma pessoa de moral duvidosa. O vilão, melhor dizendo, o antagonista talvez tenha problemas em relação à escolha do intérprete – trouxe uma personalidade um pouco caricata, mas não o suficiente para arruinar a concepção da obra. A produção também se destaca pela fotografia, figurino e efeitos especiais.

Contudo, não teve rentabilidade nas bilheterias, arrecadou apenas $185 milhões e teve um custo de $130 milhões de dólares – considerado prejuízo qualquer produção que tenha menos de 50% de lucro.

Toda obra de adaptação é muito mais complexa do que se imagina, pois pode ser um tiro no pé: primeiro porque a comparação com a obra original é inevitável; segundo porque é impossível adaptar 100% do contexto e do conteúdo, sendo assim, as alterações podem ser fatais na recepção com o público.

Elenco: Jackie Earle Haley, Patrick Wilson, Malin Arkeman, Jeffrey Dean Morgan, Billie Crudup, Matthew Goode

Direção: Zach Snyder

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Ano: 2009

País: Londres

Distribuição: Warner Bros

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Formada em Comunicação Social Radialismo pela Universidade São Judas Tadeu; Cinéfila apaixonada por animação e aventuras épicas.