Conversa com Bial 09/06/2017 – humorista português e Marcius Melhem

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Crédito: Gshow/Rodrigo Peixoto

No “Conversa com Bial” desta sexta-feira, dia 09/06, humorista português e Marcius Melhem.

Em Portugal, o humorista Ricardo Araújo Pereira é um popstar, bastante conhecido por seus trabalhos e também por suas preferências futebolísticas, o clube Benfica. Embora já tenha vindo ao Brasil algumas vezes, Ricardo tem um receio que se repete: “Eu me apresento para todos os públicos com medo de não ser compreendido falando minha própria língua”, brinca. No caso contrário, quando brasileiros se apresentam por lá, não há essa dificuldade em se apresentar. “Os portugueses têm sensibilidade ao sotaque brasileiro, as novelas passam há muito tempo por lá e já estamos habituados”.

Já que para falar de humor é preciso compreendê-lo, Bial e Ricardo observam particularidades inerentes a nós. “Nós somos animais que convivem com uma informação terrível: vamos morrer. Não sei se o público brasileiro estava a par disso, mas as pessoas riem mesmo sabendo que vão morrer – o ser humano é um animal capaz de fazer isso”, analisa o humorista, levando a plateia às gargalhadas.

Em atividade desde o início dos anos 2000, ele divide fotos com os fãs com o orgulho de vê-los felizes. “As pessoas me param na rua e me agradecem, como se eu fizesse um serviço para elas”, conta. No Brasil, seu sucesso tem aumentado, já que Ricardo participa de jornais, rádios e programas de TV: “Quanto mais recursos eu tenho, mais fácil se torna fazer as pessoas rirem”. E a plateia vai à loucura quando Ricardo descreve a avó, considerada sua grande inspiração. “Ela era uma daquelas viúvas portuguesas, que não podiam rir”, conta. “A ideia de fazê-la rir, eu levava a sério”.

Para continuar o assunto, o apresentador convida Marcius Melhem, que se declara um grande fã de Ricardo. O ator, que também é roteirista dos programas ‘Zorra’ e ‘Tá no Ar’, explica que a piada tem mudado de forma nos últimos anos. O modelo sem palavrão ou preconceitos tem se tornado prioridade. “É um desafio nosso. O mal do século é a intolerância. De alguma forma, tivemos que voltar nosso olhar para isso”, afirma.

O programa vai por volta das 00h20, logo após o “Jornal da Globo”.

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