Conversa com Bial 17/07/2017 – Luiz Caldas

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Imagem: Globo/Ramón Vasconcelos

No “Conversa com Bial” desta segunda-feira, dia 17/07, Luiz Caldas.

Considerado um mito popular carnavalesco, Luiz Caldas foi inventor de um gênero musical que transformou o circuito artístico na década de 80. O cantor conquistou a Bahia e o Brasil com o chamado “fricote”, ritmo que se consolidou, mais tarde, como o axé music. No ‘Conversa com Bial’ desta segunda-feira, dia 17, Caldas relembra a alegria de sua música, a perda dos holofotes com o passar do tempo e a coragem de seu novo projeto, o lançamento de um disco gratuito por mês pela internet.

“A música entrou muito cedo na minha vida. Minha mãe fazia as coisas na cozinha enquanto ouvia Dóris Monteiro”, diz ele, ao declarar sua paixão pela profissão. Caldas afirma que canta profissionalmente desde os 7 anos e que, durante a adolescência, animou muitos bares e clubes ao dublar artistas famosos. Entre os grupos dos quais fez parte, está uma das formações do Roupa Nova. “Eu ficava nos grupos até aprender o melhor que eles tinham para me passar. Depois, migrava”, conta.

Ao lado de Bial, o cantor revive seu estrondoso sucesso na mídia e nos trios elétricos há cerca de 30 anos, através de vídeos no telão. “Um pouco de saudosismo não faz mal a ninguém”, brinca o apresentador ao assistir a abertura da novela ‘Tieta’, cantada pelo músico em 1989. Para Caldas, a decadência da fama se deveu à pouca idade que tinha na época, que não lhe deu sabedoria para saber se manter. “Foi bom, porque me fez ter os pés no chão”, afirma. “Isso não me deixou triste de forma nenhuma. Nunca fui ligado à grana e ao sucesso”.

O dinheiro conquistado com o auge, entretanto, permitiu que o músico enfrentasse desafios profissionais mais ousados. Multi-instrumentista, Caldas aproveita o estúdio que tem em casa para lançar um álbum por mês. Já são 64 discos temáticos e cerca de 700 músicas, entre tango, bossa nova e heavy metal. Todo o material é disponibilizado gratuitamente pelo seu site na internet.  “O projeto começou com dez filósofos. Fizemos uma canção pra cada um, de Nietzsche aos Pré-socráticos”, explica. “O disco de agosto toca a história de nascimento da África. Escolhi dez tribos e fiz canção. É algo para me satisfazer, e eu estou conseguindo”.

O programa vai por volta das 00h20, logo após o “Jornal da Globo”.

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