Empresas de comunicação não reajustam piso salarial e jornalistas alagoanos vão trabalhar vestidos de preto

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Mais de 500 jornalistas alagoanos de todas as redações do estado fizeram uma grande mobilização hoje (28). O ato é contrário a proposta das empresas de comunicação de não reajustar o piso salarial da categoria. Os jornalistas alagoanos pedem reajuste de 13% no piso salarial. Como os representantes das empresas apresentaram proposta de sequer reajustar a inflação acumulada do ano, praticamente toda categoria vestiu preto nesta terça-feira (28). A mobilização atingiu repórteres e apresentadores de TV, redações de rádio, impresso, web e assessorias. Afiliadas da TV Globo, TV Record, SBT, TV Cultura contaram com praticamente todos os seus profissionais vestindo preto. A mobilização atingiu redações em pelo menos 5 cidades alagoanas e também contou com a participação de jornalistas do estado que atuam fora de Alagoas. Faixas com menções aos proprietários também foram espalhadas por toda a capital. Uma delas foi colocada na avenida mais movimentada de Maceió e acusava o ex-presidente Fernando Collor de Mello, dono do maior grupo de comunicação de Alagoas, A Organização Arnon de Mello, de precarizar o trabalho de seus funcionários.

Em protesto, jornalistas alagoanos vestem preto
Em protesto, jornalistas alagoanos vestem preto. Foto: Reprodução

Mesmo com determinações explícitas dos proprietários para evitar a exploração da manifestação, várias matérias veiculadas nos telejornais contavam com repórteres totalmente de preto. Na afiliada da rede Record, a TV Pajuçara, a edição local do Cidade Alerta foi ancorada pelo apresentador Oscar de Melo, que vestia camisa, calça e blazer pretos. O repórter, em sua entrada ao vivo, também estava com camisa preta. Horas antes, o programa esportivo da mesma emissora, também foi ancorado pelo apresentador vestindo preto.

Ao longo do dia jornalistas postaram nas redes sociais de Alagoas, fotos vestindo preto. A adesão atingiu ainda jornais impressos locais, rádios e redações de web. Pelo menos 20 departamentos de Assessoria de comunicação, como os do Ministério Público de Alagoas e da Secretaria de Educação do Município de Maceió, também aderiram ao movimento.

jornalistas de preot 3
Foto: Reprodução

Estima-se que 70% dos jornalistas ativos tenham vestido preto nesta terça-feira em Alagoas. Numa mensagem postada na rede social do Sindicato dos jornalistas, um mosaico reúne cerca de 200 fotos postadas pelos profissionais em Alagoas. A mensagem escrita diz que esse teria sido o recado inicial da categoria a proposta apresentada e que o próximo passo seria a paralisação total.

“FORÇA … FOCO…. parabéns a todos que direta e indiretamente participaram desse dia histórico. Foi emocionante… foi inspirador. Fomos exemplo ao Brasil de luta de classe. Mais de 500 jornalistas que atuam em Alagoas, e alagoanos em outros estados, usaram sua redes sociais, deram um exemplo de democracia e uma resposta a proposta absurda das empresas de não reajustar o piso salarial da categoria. O preto tomou TODAS as redações. A mobilização atingiu repórteres e apresentadores de TV.. redações inteiras… Assessorias.. colegas da Cooperativa. Todos juntos … E isso foi apenas o começo… ou a proposta muda… ou as redações param!!!! o recado foi dado…”, disse Flávio Peixoto no perfil oficial do SINDJORNAL – Sindicato dos jornalistas profissionais do estado de Alagoas.

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