Especial Raul Seixas 70 anos – O Fim: Um moleque maravilhoso

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Se por um lado Raul Seixas foi um artista transcendental, o que falar do seu lado humano – por que não dizer, seu lado moleque -? Como ele próprio cantou, era um moleque maravilhoso. Um moleque sonhador, que acreditava que o mundo podia mudar e mudar para melhor. Raul sempre teve a simplicidade e humildade entre suas maiores virtudes, era tão desligado com coisas materiais que nunca andava com dinheiro e sequer administrava suas contas no banco – geralmente ficava por responsabilidade da atual companheira.

Raul beijando as mãos de uma fã
Raul beijando as mãos de uma fã

Não raro são contadas histórias por pessoas que conviveram com Raul, elas têm algo em comum: todas são, no fundo, uma grande lição. O que falar de um Raul que, ao sair de um show e ver um senhor dormindo no chão, tirou seu próprio casaco e cobriu o idoso? Ou então de quando ele ajudou um rapaz sem um dos braços a colocar o ritmo de uma canção? Não só seu lado amoroso imperava, Raul era um maluco beleza também fora dos palcos. Uma das histórias mais interessantes ocorreu no casamento de Jerry Adriani, no qual, por descuido, o nome de Raul acabou não entrando na lista de convidados. A alternativa de Raulzito foi dizer que era o padre. Jerry conta o final da história: “De repente, começou um tumulto, uma confusão. Fui ver o que acontecia e era o padre de verdade reclamando. Ele dizia ser um absurdo contratar dois sacerdotes para uma mesma celebração. Desfeito o equívoco, apresentei Raul ao padre, que o chamou para ser o coroinha da cerimônia, e deu um sino na mão dele. O casamento rolando e o Raul tocando aquele sino sem parar. O padre não aguentava mais e começou a dizer que aquele menino tinha de ser exorcizado. Para ‘salvá-lo’, começou a jogar água benta nele, que não perdeu a pose e continuou a fazer graça no altar”. É nesse espírito que Raul surpreende desde 1945.

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Raul não cometia pequenos erros, enquanto podia causar terremotos, e das tempestades já não tinha medo pois acordava mais cedo. Debochado, não se animava em ir ao trabalho, ele era o coringa de todo baralho. E apesar de todas as metamorfoses que o transformaram em um excêntrico ‘maluco beleza’, Raul Santos Seixas nunca deixou de ser um moleque maravilhoso.

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Redator. Apaixonado por séries e música. Escreveu no N10 Entretenimento entre 19 de maio de 2016 e 23 de fevereiro de 2017.