John Lennon permanece uma lenda 34 anos após sua morte

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Depois de seu assassinato, na noite de 8 de dezembro de 1980, em Nova York, John Lennon se tornou lenda e símbolo de uma época, que continua sendo tema de livros e filmes, após 34 anos de sua morte, que será ‘comemorado’ no próximo dia 8 de dezembro.

O ex-Beatle, casado com a artista plástica japonesa Yoko Ono, Sean, havia se tornado pacifista há tempos quando foi baleado pelas costas em frente ao edifício Dakota, situado no bairro residencial onde vivia, no Central Park. Ele acabara de completar 40 anos, e se estivesse vivo teria completado 70 em 9 de outubro passado.

O assassino, Mark Chapman, um jovem instável psicologicamente falando e na época com 25 anos, admitiu a autoria do homicídio e disse que fez o que fez para chamar atenção de todos. Pasmem!

Lennon havia rompido com os Beatles em 1970 e, durante a década seguinte, desenvolveu um trabalho solo. O casamento com a artista plástica japonesa Yoko Ono marcou essa nova fase, na qual John ganhou visibilidade como ativista político, personificando o idealismo libertário dos anos 60 e 70.

Em novembro de 1980, após cinco anos sem lançar um álbum, John retomou sua carreira musical e lançou “Double fantasy”, marcado pela parceria com Yoko.

John Lennon

John Winston Lennon, nasceu em Liverpool, Inglaterra, em 9 de outubro de 1940. Foi um músico, guitarrista, cantor, compositor, escritor e ativista britânico.

John ganhou notoriedade mundial como um dos fundadores do grupo de rock britânico The Beatles, onde junto com Paul McCartney, formaram uma das maiores duplas de compositores do Século XX.

A morte da lenda

No dia 8 de dezembro, o músico saiu de casa no edifício Dakota para trabalhar no estúdio Record Plant. Logo em seguida, foi abordado por um fã que lhe pediu um autógrafo no novo LP. John, atendeu gentilmente o pedido do fã que, horas mais tarde, iria lhe tirar a vida. Ao voltar para casa, foi assassinado na frente do prédio por Mark Chapman.

O assassino, Mark Chapman, não fugiu do local e ficou parado, sem qualquer reação. Foto: (Divulgação)
O assassino, Mark Chapman, não fugiu do local e ficou parado, sem qualquer reação. Foto: (Divulgação)

Mark tinha fixação por John. Um certo amor doentio pelo astro e ídolo. Passava o dia imitando o ex-beatle e chegou até mesmo a se casar com uma japonesa mais velha, assim como Yoko. Essa obsessão por John afetou sua saúde mental e o mesmo acabou perdendo a noção da realidade.

O fã planejou o ataque por acreditar que o ídolo era uma farsa e que não merecia viver, pois havia aderido a práticas consumistas e não agia mais conforme pregava em seus atos como militante pacifista. Chapman acreditava que o autor de “Imagine” e “Give peace a chance” não poderia viver em um prédio luxuoso como o Dakota e não merecia mais viver.

Quando John retornava à sua residência, Chapman sacou um revólver e efetuou cinco disparos contra Lennon. Várias fontes afirmam que, antes de efetuar os disparos, Chapman gritou: Mister Lennon! (Senhor Lennon!), mas Chapman afirma não se lembrar de tê-lo feito. O primeiro tiro se perdeu atingindo uma janela do prédio, porém os quatro seguintes atingiram em cheio o corpo de Lennon, três deles atravessando o corpo e um deles destruindo a artéria aorta do cantor, causando severa perda de sangue, e ele caiu na recepção do hotel. O porteiro do edifício desarmou Chapman e chutou a arma para longe, e perguntou a ele: “Você sabe o que fez?”. Mark Chapman respondeu calmamente: “Sim, eu atirei em John Lennon.” Chapman não tentou escapar e sentou-se na calçada e esperou a chegada da polícia.

Lennon foi declarado morto ao chegar no hospital St. Luke’s-Roosevelt, onde foi constatado que ninguém poderia viver mais do que alguns minutos com tais ferimentos. Antes de declararem sua morte, médicos abriram o peito de Lennon e massagearam manualmente seu coração por vários minutos a fim de restaurar a circulação sanguínea, mas o dano causado aos vasos sanguíneos era muito grande. Além disso, Lennon já havia chegado sem pulsação e sem respirar, e também havia perdido 80% do seu volume sanguíneo, sendo assim declarado que a causa da morte dele foi choque hipovolêmico. Após o crime ser noticiado pela mídia, multidões de fãs se juntaram ao redor do Hospital Roosevelt e do Edifício Dakota para prestar homenagem a Lennon. O corpo do cantor foi cremado dois dias depois e sua cinzas foram entregues a Yoko Ono, que preferiu não realizar um funeral para Lennon.

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