Retrô: confira curiosidades e os bastidores da novela “Brilhante”

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(Foto: Reprodução)
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Olá! A partir desta sexta-feira (28) vou junto com você leitor, novelas que fizeram – ou não – sucesso em anos/décadas atrás. Além das informações, haverá a divulgação de curiosidades sobre os bastidores dos respectivos folhetins, com a apresentação da audiência das mesmas e etc.

Após ter escrito dois grandes fenômenos no horário nobre da Globo – ainda chamado de horário das 20h -, “Dancin’ Days” e “Água Viva”, em 1978/1979 e 1980, respectivamente, o autor Gilberto Braga foi o autor da novela “Brilhante”.

O enredo foi exibido entre 28 de setembro de 1981 e 27 de março de 1982, com cerca de 155 capítulos, substituindo “Baila Comigo”, de Manoel Carlos, e sendo substituída por “Sétimo Sentido”, de Janete Clair. Com direção de Daniel Filho e colaboração de Euclydes Marinho e Leonor Bassères.

SINOPSE

Na sinopse, Luiza (Vera Fischer), designer de joias, de passeio em Londres, reencontra uma antiga amiga, Vera (Aracy Balabanian), e acaba testemunhando a morte do marido dela, Osvaldo, e de volta ao Brasil, ver o mesmo homem, vivo, com o nome de Sidney Ribeiro, vividos por José Wilker.

Luiza entra em contato com a milionária família Newman, donos da empresa de fabricação e venda de joias, onde trabalha. A matriarca e a prepotente Chica Newman (Fernanda Montenegro), se encanta com a jovem e vê a chance de casá-la com seu filho Inácio (Denis Carvalho), homossexual. E a personagem se apaixona por Paulo César (Tarcísio Meira), genro de Chica. Ele, vivia um casamento em crise com Maria Isabel (Renée de Vielmond), a abandona e vive um romance com a protagonista.

O comércio de joias e pedras preciosas e um mistério sobre uma jazida de esmeraldas no Pantanal mato-grossense, que dar o ponto inicial na novela.

CURIOSIDADES

Confira abaixo algumas curiosidades do folhetim de Gilberto Braga:

  • O autor e o diretor, trabalharam juntos na criação da novela, na elaboração do script, na escolha e escalação do elenco.
  • “Brilhante” não foi bem aceita pelo público. O principal problema foi no roteiro, acusando o enredo de plágios da cultura literária e cinematográfica americana.
  • Os primeiros capítulos tiveram cenas gravadas em Londres, onde a personagem Luiza, de passeio pela cidade, reencontra sua antiga amiga Vera.
  • Através de seu livro, o diretor-geral, Daniel Filho, divulgou em 1988, detalhes da novela, em “Antes que me Esqueçam”: “Em Brilhante eu quis deixar claro que não estava envolvido emocionalmente com a história. Tanto quis que acabei fazendo uma exibição técnica. Tenho certeza que o desastre de avião do primeiro capítulo é bem-feito (…) Mas não é um desastre bem-feito que faz com que uma novela deixe de ser um desastre nas telas.”
  • Diante do desastre que ocorreu do avião no primeiro capítulo da novela, Daniel revela em seu livro “O Circo Eletrônico”, lançado em 2001: “Para fazer a cena botaram o avião sobre um trilho para ele descer sozinho. (…) Não sei porque, na hora que o monomotor estava descendo a rampa, fez uma curva e foi de encontro ao praticável onde estava o câmera. Tive a sensação de que Lula Araújo, o câmera, havia morrido, porque vi o avião atropelando ele. Mas, na verdade, o avião ficou, feito filme de James Bond, a um centímetro do seu peito, preso pelo cabo de aço que o segurava. Esses acidentes aconteciam e davam uma perturbada na gravação, mas ainda bem que nada de grave se passou. Tivemos um dia para descansar e, no dia seguinte, estávamos lá outra vez como se nada tivesse acontecido.”
  • Em depoimento, Gilberto Braga, autor do enredo das 20h, revelou que a censura não autorizava o uso da palavra “homossexual” nos diálogos da novela. Segundo ele, a utilização da palavra dificultava o andamento da trama, porque um dos eixos centrais envolvia Inácio (Denis Carvalho), um gay enrustido.
  • Os índices ‘preocupantes’ no Ibope e a pressão da censura, fizeram com que o autor reformulasse “Brilhante”. O romance entre Luiza e Paulo César não agradou o público, e o caso do misterioso Sidney, era planejado inicialmente como o fio condutor da história, mas não foi prosseguida.
  • Elis Regina (in memoriam), amiga de Gilberto, gravou Me Deixas Louca especialmente para a novela. A canção era tema do casal central – Luiza e Paulo César (Vera Fischer e Tarcísio Meira).
  • A personagem Chica Newman, vivida por Fernanda Montenegro foi o grande destaque da trama. Dada como a vilã, ela não teve o fim merecido para uma antagonista. Nos momentos finais, ela tornou-se uma mulher mais compreensiva e assumiu romance com seu motorista, Carlos, um homem mais novo e de classe social inferior.
  • Então iniciante, Débora Bloch fez testes para a novela mas foi reprovada por Daniel Filho. Os papéis onde ela se encaixaria foram dados a Fernanda Torres (Marília) e Carla Camurati (Sônia Newmann). Ela estreara então, na novela das 19h, “Jogo da Vida”.

AUDIÊNCIA

Em termos de audiência, a novela não obteve os índices necessários para a meta estipulada da Globo naquela época.

Com 61 pontos no mínimo, “Brilhante” marcou 56 pontos de média geral, considerado baixos em comparação com as antecessoras, estando a cinco pontos da média que a antecessora – “Baila Comigo” – havia obtido durante toda sua exibição.

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Redator. Apaixonado por séries e música. Escreveu no N10 Entretenimento entre 19 de maio de 2016 e 23 de fevereiro de 2017.