Retrô: confira curiosidades e os bastidores de “Que Rei Sou Eu?”

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(Foto: Divulgação)
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O autor Cassiano Gabus Mendes inovou naquele ano num horário em que se limitava a abordagem temática, com uma dosagem de ficção e realidade, ele criou um dos grandes sucessos da faixa das 19h.

“Que Rei Sou Eu?” foi exibido entre 13 de fevereiro e 16 de setembro de 1989, com cerca de 185 capítulos. Substituiu “Bebê a Bordo”, de Carlos Lombardi, e foi substituída por “Top Model”, de Walther Negrão e Antônio Calmon. Teve direção de Jorge Fernando, Mário Márcio Bandarra, Fábio Sabag e Lucas Bueno e colaboração de Luís Carlos Fusco e Solange Castro Neves.

SINOPSE

A história se passava em 1786, na cidade fictícia de Avilan. Com a morte do rei Petrus II (Gianfrancesco Guarnieri), o reino passou a ser governado pela Rainha Valentine (Tereza Rachel), uma rainha sem experiência para o governo e cercada de muitos conselheiros reais. No testamento do rei, revelou um filho bastardo, no qual teve com a camponesa Maria Fromet (Aracy Balabanian), e seria o herdeiro do trono. Na ausência do sucessor do trono, os conselheiros reais coroam o mendigo Pichot (Tato Gabus Mendes) como rei, como se fosse o verdadeiro filho de Petrus II (Gianfrancesco Guarnieri).

A armação foi obra de Ravengar (Antônio Abujamra), o feiticeiro. Há ainda uma conspiração entre a classe pobre de Avilan, que busca derrubar o governo para instituir uma sociedade menos opressiva, já que o reino era completo de corruptos e havia injustiças sociais. Mas o líder da revolução é Jean-Piérre (Edson Celulari), que, ao descobrir que é o filho bastardo do rei, passa a lutar pela coroa que lhe pertence.

CURIOSIDADES

  • A construção do reino de Avilan contou com uma área de 80 mil metros quadrados em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, e foi formado por um castelo com 30 metros de frente, uma torre de 26 metros de altura, além de uma vila com 14 casas, num estilo que misturava as arquiteturas normanda e medieval.
  • Para cada personagem da corte foram confeccionados cinco trajes, duas perucas e dois sapatos.
  • Cada vestido gastou 30 metros de pano. Foram feitas 500 roupas para figurantes e 50 jogos de brincos, anéis, pulseiras e colares em filigrana. Todos os galões, fitas, botões, rendas e leques foram comprados em Nova York, além de duas espadas que encolhem ao atingir uma pessoa.
  • Tudo foi encomendado com um alto orçamento para a emissora naquela época, o que era dado como uma produção de ‘Hollywood’.
  • A ideia do rap no tema de abertura da trama surgiu através de José Bonifácio Sobrinho, até então vice-presidente das operações da emissora. Criada por Hans Donner, a abertura mostrava a evolução da guerra através dos tempos.
  • Dois terços das músicas que compunham a trilha sonora nacional foram gravadas especialmente para a novela e a trilha internacional traz grandes sucessos da época de famosos como Noel, Bangles, Taylor Dayne, Carly Simon e Guns N’Roses.
  • Giulia Gam, que viveu Aline no enredo, treinou esgrima durante 8 anos. Sua experiência não impediu de frequentar aulas de esgrima organizadas pela produção da novela para adestrar os atores, assim como as aulas de montaria, malabarismo e acrobacia.
  • Antes intitulada de “Que Rei Sou Eu?”, a novela recebeu títulos provisórios de “Ravengar” e “O Reino de Avilan”.
  • Em 1999, 10 anos depois do término da novela, foi produzida uma série especial da trama, “Os Três Mosqueteiros”, para relembrar o folhetim. O sucesso foi estrondoso. Contou com Antônio Abujamra fazendo o bruxo, Pedro Paulo Rangel, o bobo que na verdade é inteligente, Maitê Proença, como Ana Bretanha, Rainha da França, e Luigi Baricelli como um dos mosqueteiros.
  • A novela de Cassiano Gabus Mendes aproveitou o clima de agitação que antecedia as primeiras eleições diretas no Brasil depois de 30 anos, para destacar várias críticas sociais e mostrar de forma debochada a realidade do país. Assim, foi apontada por manipular as eleições políticas de 1989 por ter um discurso semelhante ao da campanha eleitoral do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

REAPRESENTAÇÃO

A novela ainda foi reprisada no “Sessão Aventura”, em compacto, em meados de 1989, um mês após seu término, em 70 capítulos, na faixa das 17h da Globo.

Ainda teve sua reapresentação no canal de TV fechada, o Canal Viva, entre 7 de maio de 2012 e 18 de janeiro de 2013, substituindo “Roque Santeiro”, e sendo substituída por “Rainha da Sucata”.

AUDIÊNCIA

Na sua exibição original, em 1989, a novela chegou a alcançar 76 pontos em seu último capítulo – diversos pontos acima da meta estipulada naquela época na faixa, de 40 pontos -, na Grande São Paulo.

Entre março e setembro, o enredo obteve 61 pontos de média geral, um dos maiores fenômenos da faixa das 19h.

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Redator. Apaixonado por séries e música. Escreveu no N10 Entretenimento entre 19 de maio de 2016 e 23 de fevereiro de 2017.