Clássico álbum dos Beatles, ‘Help’ completa 50 anos

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(ANSA) – No dia 6 de agosto de 1965, começou a ser vendido “Help”, álbum dos Beatles que representa uma fase de transição para o grupo de Liverpool até a sua maturidade criativa. Graças às inovações tecnológicas do produtor da banda, George Martin, o disco também foi o primeiro trabalho dos britânicos completamente gravado em formato estéreo e serviu de inspiração para o processo de gravação em vários estúdios do Reino Unido na época.

A música inicial do álbum, que o nomeia, foi escrita por John Lennon e expressa todo o seu sentimento de mal-estar e suas dúvidas frente às pressões geradas pelos fãs. Em uma das estrofes da canção, por exemplo, o guitarrista afirma: “E agora minha vida mudou de tantas maneiras. Minha independência parece estar desaparecendo na neblina”.

No entanto, o “hit” mais importante e célebre do disco é, sem dúvidas, “Yesterday”. Escrita por Paul McCartney, toda a melodia do “hino” teria sido composta a partir de um sonho que ele teve. O músico conta que, quando acordou, correu para o piano para não esquecer sua nova canção e que ficou em dúvida por alguns meses se ela já existia, perguntando para grandes nomes da indústria musical se não era plágio. Apenas tempos depois, a letra foi escrita, e a música, gravada com a voz e o violão de Paul e um quarteto de cordas.

Com o passar do tempo, a história demonstrou que “Yesterday” é uma das canções mais belas e executadas de todo o mundo, sendo interpretada por uma pessoa a cada três minutos. No álbum também aparecem os covers “Act Naturally”, faixa do grupo “The Buckaroos” cantada por Ringo Starr, e “Dizzy Miss Lizzy”, um rock’n’roll escrito por Larry Williams e amplamente presente no repertório dos Beatles desde então.
O disco conta com outros clássicos, como “You’ve Got to Hide Your Love Away” e “Ticket to Ride”. A primeira, também escrita por Lennon, é uma homenagem a sua admiração por Bob Dylan e faz referência a um amor extraconjugal. Segundo Tony Bramwell, velho amigo da banda, a canção fala realmente de uma relação homossexual jamais comprovada entre Lennon e o empresário dos britânicos, Brian Epstein.

Já a segunda explora novos cenários musicais, com toques mais duros e quase psicodélicos, e supera o formato clássico de três minutos de duração. Acredita-se que Lennon, amante dos jogos de palavras, chamava de “Ticket to Ride” o certificado com o qual as autoridades de Hamburgo, na Alemanha, sabiam que as prostitutas não tinham doenças venéreas e que, por isso, podiam exercer sua profissão.

Help! 

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