Conversa com Bial 04/07/2017 – Toninho Cerezo e Lea T. falam sobre transexualidade

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Imagem: Globo/Ramón Vasconcelos

No “Conversa com Bial” desta terça-feira, dia 04/07, Toninho Cerezo e Lea T. falam sobre transexualidade.

A modelo transexual Lea T. tem muito a dizer quando o assunto é família, tolerância e amor. Isso porque a top internacional sempre contou com o apoio e o carinho do pai, o ex-craque da seleção brasileira de futebol Toninho Cerezo, mesmo quando tomou a decisão que mudaria sua vida. Nascida Leandro, Lea T. decidiu assumir para o mundo sua verdadeira essência depois de indagar a própria imagem.

“No primeiro momento, você fica preocupado. As dificuldades que ela teria seriam enormes, como ela tem até hoje. Contudo, nas dificuldades, sempre tive o apoio da minha mãe, e com ela não seria diferente”, declara Toninho, pela primeira vez na TV para falar sobre o tema. A filha se alegra: “Quando você tem o apoio dos pais, a transexualidade é uma coisa muito mágica”, comenta. O programa conta ainda com a participação do cantor Johnny Hooker e sua mãe, Liz.

Toninho explica que já desconfiava que a filha era diferente dos demais, mas só foi ter certeza quando Lea T. reuniu a família para declarar sua identidade de gênero, aos 20 anos. Emocionado, o ex-jogador afirma que procurou estudar sobre o assunto desde então. “Certa vez, vi uma reportagem de Lea em uma revista, na qual ela diz que se olhava no espelho e não se sentia bem. Imagino a cena.

Isso realmente mexeu muito comigo”, desabafa. Sobre o amor do pai, a modelo reconhece o quanto foi importante para seguir a vida: “Eu tive sorte. As pessoas devem amar o outro de maneira simples, natural e orgânica”.

Cantor de sucessos como “Alma Sebosa”, Johnny Hooker também é uma referência na quebra de padrões sociais. O artista afirma que parte de seu estilo vem como herança da mãe, que era punk. “Eu a via com roupas masculinas, pintando o cabelo de uma cor de um lado e de outra cor do outro. Aí vi que podia isso”, conta.

A mãe, Liz, explica que viu o talento no filho muito cedo. “Com dois anos, ele começou a decorar as falas de ‘A Bela Adormecida’, em que a Malévola invocava a maldição. Interpretava aquilo em qualquer lugar. Ele sempre foi apaixonado por essas personalidades femininas fortes”, diz.

O programa vai por volta das 00h20, logo após o “Jornal da Globo”.

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Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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