Conversa com Bial 09/08/2017 – Daniel Souza, Victor Lopes e Maitê Proença

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Foto: Divulgação

No “Conversa com Bial” desta quarta-feira, dia 09/08, Daniel Souza, Victor Lopes e Maitê Proença.

Há duas décadas, entretanto, o Brasil perdia um grande pai da nação: Hebert de Souza, conhecido como Betinho. O mineiro, reconhecido pelo engajamento social e por seu exílio em decorrência da ditadura brasileira, foi recebido na época por dezenas de pessoas com a letra da música “O bêbado e a equilibrista”, que pedia a volta do “irmão do Henfil” — codinome usado para tratá-lo. Todo o carinho a Betinho, assim como os obstáculos causados pela saúde e pelo banimento ao Chile, são relembrados no ‘Conversa com Bial’ desta quarta-feira, dia 9.

Ao longo da vida, os convidados Daniel Souza, Victor Lopes e Maitê Proença tiveram um contato diferente com o sociólogo. Maitê o conheceu em encontros e atividades da organização não-governamental Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria, na qual é voluntária: “Ele era arrebatador: aquela força que ele tinha de mover as pessoas era pelo amor”, explica a atriz. Já Victor Lopes não teve a oportunidade da convivência, no entanto, o diretor mergulhou nos detalhes de sua vida para o documentário “Betinho – A esperança equilibrista”. E Daniel Souza comenta outra faceta do ativista: a de pai.

Ao ser perguntado sobre a figura paterna, Daniel reflete: “Era uma responsabilidade e ainda hoje é. O Betinho era militante na ditadura, esteve no exílio. Por ser filho acompanhei tudo isso”.

O primogênito também herdou o trabalho na ONG e atualmente é presidente do conselho da organização. Há três anos, o Brasil saiu do mapa mundial da fome da ONU, mas há a ameaça de um regresso segundo novo relatório produzido por especialistas e entidades da sociedade civil e entregue durante o Conselho Econômico e Social da organização.

Por isso, a Ação da Cidadania está retornando com campanhas de arrecadação de alimentos, como o evento Ocup.Ação, que acontece no galpão da ONG, no bairro carioca da Saúde, no dia 12 de agosto, para receber doações de alimentos para os servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.

“Ele era um mobilizador, um líder e um mestre do diálogo”, anuncia Pedro Bial antes de ponderar sobre como a comunicação entre as pessoas está em efervescência nos dias de hoje, mas, ao mesmo tempo, está limitada pela intolerância e a própria falta do diálogo tão praticado por Betinho.

Por trás da imagem de ativista, o mineiro lidava com a hemofilia, teve tuberculose na adolescência e, uma década antes de sua morte, descobriu que havia contraído o HIV. Diretor do documentário sobre a vida do sociólogo, o cineasta Victor Lopes contribui com detalhes descobertos em pesquisas para o filme e não esconde a admiração: “Ele é o Nelson Mandela, o Mahatma Gandhi brasileiro”.

Entre histórias contadas pelos convidados e vídeos com entrevistas com o Betinho, Pedro Bial resume um dos pilares dos pensamentos do sociólogo: “A ação de cada pessoa muda o país”, pontua o apresentador.

E Maitê retoma um pensamento trazido no começo da edição: “Aquele fiapo de vida com o coração do tamanho do Brasil”. Em seguida, a banda encerra a noite com a canção que o próprio Daniel Souza entoou no velório do pai: “O bêbado e a equilibrista”.

O programa vai por volta das 00h20, logo após o “Jornal da Globo”.

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Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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