De cantora a atriz, Lua Blanco relembra passos da carreira

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(Foto: Ju Colinas)

Nascida em uma família de artistas, Lua Blanco cresceu desde pequena cercada pela arte, principalmente pela música.

Em 2011 foi chamada para interpretar Roberta na novela “Rebelde”, trabalho que no final lhe rendeu reconhecimento nacional pelo seu personagem, além de também integrar a banda Rebeldes, um fenômeno pop que conquistou uma geração enorme de fãs entre o público jovem. Ao lado dos cinco integrantes do grupo, lançou dois álbuns e um DVD, rendendo discos de ouro, platina e também um DVD de platina.

Ano passado lançou seu primeiro álbum solo intitulado “Mão no Sonho” em um show no Rio de Janeiro que foi composto de forma colaborativa com outros músicos, compositores e produtores. A cantora reuniu esses talentos e atuou como diretora artística do álbum, que no final ficou um projeto completamente pessoal e inspirado em suas próprias experiências na vida.

Atualmente, Lua está no elenco da novela “A Força do Querer”, vivendo a personagem Anita.

Como e quando foi que você decidiu que iria querer levar a arte como profissão na sua vida? No início, você já podia imaginar que estaria onde está hoje?

Desde pequena, por ter sido criada na música, já sentia que minha vida giraria em torno da arte. Mas nunca imaginei que os teatrinhos que eu fazia com minhas irmãs em casa virariam minha profissão de verdade. Tudo foi além do que eu poderia sonhar.

Sem dúvidas, um dos papeis que mais te deram destaque foi a Roberta na novela “Rebelde”, da Record. Hoje em dia, o que essa experiência significa para você? Acredita que a Roberta conseguiu trazer algo de especial para você?

A experiência de Rebelde, como um todo, foi muito marcante pra mim. Hoje guardo muito do aprendizado que o processo me trouxe. Sem dúvidas foi um divisor de águas na minha carreira.

Tendo lançado seu primeiro álbum solo ano passado “Mão no Sonho”, que foi totalmente trabalhado por você, desde o começo e usando como inspiração a própria vida. De onde veio a ideia de criar esse álbum especificamente?

Desde o fim da banda Rebeldes, eu tinha um desejo grande de gravar um álbum pop solo. Essa vontade amadureceu ao longo dos meses, e em 2015, quando fechei parceria com o Juliano Cortuah, e o Isaac Azar topou apoiar o projeto, senti que estava na hora de concretizar aquele sonho. Hoje já sonho adiante. Quero puxar mais pro Rock no meu próximo projeto musical.

Ativa na carreira musical e desde 2006 como atriz. O que motivou você a procurar a carreira de atriz? Saiu tudo como você esperava?

Quando eu estava na faculdade, comecei a fazer alguns testes pra musicais e novelas, e quando passei pro meu primeiro trabalho, entrei na aula de teatro pra me aprofundar. Aí me apaixonei perdidamente.

Hoje em dia é impossível contestar que as redes sociais estão cada vez mais presentes, e uma das coisas boas em relação aos fãs é a proximidade que eles conseguem de seus ídolos. Como você considera sua relação com seus fãs?

Confesso que sou de fases. Tem horas que interajo mais, e tem dias que prefiro me guardar um pouco. Mas uma coisa é certa, sempre que tiro tempo pra interagir com eles é de coração aberto e muito carinho com eles. Considero nossa relação de muita sinceridade e respeito.

(Foto: Ju Colinas)

Quando não está na frente das câmeras. O que gosta de fazer no seu dia-a-dia?

Gosto de natureza, de amigos e de crianças, de preferência todas as opções de uma só vez. Mas também tenho paixão por Netflix, cozinhar, e patinar, e praticar yoga.

Sabemos que famosos que são expostos na mídia, têm muitas vezes consequências, tanto como boas como ruins que a fama trás. Na sua opinião como você se vê nessa situação?

Os lados invasivos e frustrantes sobre a fama me assustaram no início, mas com o tempo acho que fui me acostumando e aprendendo a contornar melhor. Hoje não sinto tanto essa invasão, mas pode ser devido ao movimento que a internet tem trazido pra abrirmos nossa própria vida nas redes sociais. Amenizou um pouco a curiosidade.

Se pudesse voltar a algum ponto na sua carreira para fazer diferente, o que seria?

Não sei dizer qual decisão mudaria o rumo da minha vida, gosto de acreditar que tudo aconteceu como tinha que ter sido.

A profissão do ator envolve muito também a imagem dele. Você como artista costuma tomar algum cuidado especifico ou curti fazer algum tipo de esporte?

Gosto de cuidar da minha saúde de uma forma equilibrada e gostosa pra minha rotina. Tenho algumas atividades aeróbicas que gosto de revezar periodicamente, como: patinação, yoga, natação e corrida.

Como você se descreve como pessoa?

Não sei se sirvo pra me descrever agora (risos). Eu diria que sou uma pessoa clara, intensa, explosiva, justa, e um pouco incompleta.

Antes de conquistar sucesso nacional e ser a Lua que conhecemos hoje. Como era a Lua antes do reconhecimento?

Era a mesma Lua que sou hoje, só que com os fios um pouco mais escuros, e os olhos um pouco mais ingênuos. Mas sempre a mesma menina com o peito explodindo de tanto sonho guardado, e muita vontade de abraçar (e entender) o mundo.

Hoje em dia, qual é o significado que seus fãs conquistaram na sua vida? Diria que sem eles por perto sua jornada poderia ter sido diferente?

Com certeza minha jornada teria sido diferente sem eles. Na época que meus fãs começaram a se aproximar de mim, eu fiquei encantada mas nunca imaginei o quanto minha vida mudaria por causa deles. Desde então, não tem uma crise existencial, ou decisão grande profissional que eu não pense neles e no quanto acreditam em mim. Eles me dão mais força e coragem do que imaginam. Devo muito a eles. Muito.

Tendo passado por várias experiências tanto no teatro como no cinema e na televisão. Qual é a principal diferença que você vê entre atuar em um e outro?

Não vejo atuar como um botão que se liga e desliga. É uma experiência energética que pode variar muito de um gênero pro outro. Cada trabalho que fiz como atriz me sugou pra dentro de uma forma diferente, mas todas foram experiências apaixonantes. Foi assim que descobri o quanto amo atuar, seja qual for o gênero.

Vindo de uma família de artistas e alcançando a fama muito cedo em consequência da Roberta. Em algum momento esse sucesso todo já saiu do seu controle? Como foi sua recepção com aquilo tudo acontecendo?

No começo eu não tinha experiência com aquele comportamento, era tudo muito novo, então eu me assustei um pouco. Quando entendi melhor, passei a ter uma ideia mais expansiva sobre tudo, o que trouxe equilíbrio e tranquilidade. Hoje tem muito que não entendo, mas o susto e, consequentemente, o deslumbre já se acalmaram.

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Aficionado pela área de entretenimento, já teve passagem por diversos projetos e tendo inclusive aos 17 anos recebido convite para seu primeiro estágio na Fazart Produções, no Rio de Janeiro. Como colunista, já passou por vários sites de entretenimento conhecidos na mídia brasileira, como o Almanaque Mídia e o Minuto Livre. Atualmente é entrevistador e colunista dos site Registro Pop e do N10 Entretenimento.

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