Em Foco: Elis Regina, a grande voz da MPB

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Nascida em 17 de março de 1945 em Porto Alegre, Elis Regina estaria completando nessa sexta-feira (17), 72 anos de idade. A gaúcha que fez sua primeira apresentação aos 11 anos, deslanchou nos anos 60, quando se tornou a estrela do Beco das Garrafas, famoso ponto boêmio carioca na época.

Foi lá onde conheceu Ronaldo Bôscoli e Luís Carlos Miele, produtores com quais ela ainda concretizaria muitas parcerias, inclusive um casamento com Bôscoli anos mais tarde. Contudo, foi na capital paulista que Elis realmente estourou no ano de 1965. Lá, venceu o I Festival de Música Popular Brasileira ao interpretar ‘Arrastão’ de Vinícius de Moraes e Edu Lobo.

Aliás, foi Vinícius de Moraes que a nomeou de ‘pimentinha’, como é constantemente lembrada. Consta que o nome foi dado graças a eterna e escancarada gargalhada de Elis. Além disso, a grande animação e o gênio forte da cantora contribuíram para o apelido.

Sem medo de ser polêmica, um dos episódios mais marcantes da artista foi quando ela deu uma entrevista na França. O Brasil estava em plena ditadura militar e, aos repórteres, Elis disse que o Brasil estava sendo governado por gorilas.

Elis Regina é considerada por muitos a maior intérprete brasileira de todos os tempos. Viveu apenas 36 anos, mas soube como ninguém deixar a sua marca. Com muita técnica, vontade e uma voz incomparável, Elis foi carro-chefe no lançamento de vários compositores da música popular brasileira como João Bosco, Belchior, Renato Teixeira, além de outros.

Elis Regina interpretando “Como Nossos Pais”, canção de Belchior

Elis Regina interpretando “Romaria”, de Renato Teixeira

Com uma história de muita garra, sem se deixar jamais abalar pelos “não” e sem temer a opinião e o julgamento alheio, Elis soube, com sua voz e trejeitos, expor toda a sua criatividade, talento e humanidade. Faço parte daqueles que a consideram a maior cantora do Brasil e, além disso, um exemplo de mulher e competência. Elis é sinônimo de resistência e, certeira como sempre, ela mesma se definiu: “Cara feira pra mim é bode… Sou mais ardida que pimenta!”.

Elis Regina em “Atrás de Porta”, de Chico Buarque

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