Luca Entrevista Autor

Isabella Dionísio é recebida por Luca Moreira em sua coluna

Isabella Dionísio é recebida por Luca Moreira em sua coluna

Aos dez anos de idade, Isabella Dionísio já se dedicava ao aprendizado de sua primeira paixão: atuar. Integrou o Teatro BSB Artes (em Brasília), com Lucas Gouvêa, que a dirigiu na sua primeira peça, aos 11 – O Auto da Compadecida, no Teatro dos Bancários, na capital federal. A partir daí, investiu no aperfeiçoamento, curando interpretação para a TV e aulas canto, além de ingressar na UniverCidade para cursar Teatro.

Ainda nos palcos, fez O Pequeno Príncipe, em 2006; Pocahontas, em 2009; A Menina e o Vento; e Conto de Verão, entre outros. Fez comerciais como os da Claro, Bis Avelã, Revista Recreio e do Ministério da Educação.

Na TV, passou pelo humorístico Zorra Total, além de novelas como Cheias de Charme, Malhação ID, Gabriela e pela minissérie Dercy de Verdade, todos na TV Globo. Fez ainda De Volta pra Pista, no Multishow, da Globosat, e encarnou a Monique de Malhação. Recentemente participou do espetáculo “Noite da Comédia Improvisada”, dirigido por Aarhon Pinheiro, Priscila Lobo e Raphael Ghanem.

Como foi o início de sua carreira como atriz?

Foi bem empolgante! Comecei a fazer teatro aos 10 anos, aos 13 eu já fazia muitos comerciais na minha cidade. Sou de Brasília e comecei a estudar teatro lá. Minha primeira peça profissional foi aos 16 anos. Com ela, veio meu registro profissional de atriz e a vontade de sair de Brasília para alcançar novos rumos dentro do campo da atuação, mas, principalmente, dentro do campo do audiovisual. Existia um sonho de fazer novelas e filmes. Então não me restou outra opção a não ser vir pro Rio de Janeiro.

Além da atuação, você também possui experiências com canto; qual a importância que esse complemento dá a sua atuação?

Sempre gostei muito de cantar (pensava em ser cantora quando era criança!). O domínio da expressão vocal fornece técnica e segurança pro ator quando ele está em cena. Isso é importantíssimo. Fora que dá também a possibilidade de fazer musicais, um gênero que tem ganhado muita expressividade aqui no Rio e em São Paulo.

Formada em teatro pela UniverCidade e fazendo cursos como o de aperfeiçoamento, como é sua experiência com o estudo das artes cênicas?

Embora eu tenha feito faculdade e seja formada em teatro-bacharelado, minha experiência com as artes cênicas são mais práticas do que acadêmicas. A faculdade me deu mais base, mais segurança, mais autonomia, com certeza. Tanto que estou pensando em seguir um pouco mais da carreira acadêmica – estou pensando em fazer mestrado em artes cênicas ano que vem. Mas, por conta das oportunidades de trabalho que foram surgindo ao longo dos anos, tenho tido mais experiência com as artes cênicas através da prática mesmo, seja em peças, novelas, séries e filmes (principalmente curta-metragens).

Sua primeira peça foi “O Auto da Compadecida”, quando participava do Teatro BSB Artes em Brasília. Como era o seu contato com o diretor Lucas Gouvêa?

O Lucas foi meu primeiro professor de teatro e eu tinha (sempre tive, na verdade) um carinho inexplicável por ele, quase uma relação de pai e filha. Existia muita confiança também, das duas partes. Acho que essa confiança mútua entre professor/diretor e aluno/ator é imprescindível para que haja um bom trabalho.

De todos os trabalhos que já realizou, qual acredita ter sido o mais desafiador na hora de compô-lo?

Difícil essa pergunta, porque todos os personagens acabam sendo difíceis, rs… cada um com o seu tipo e seu grau de dificuldade. Mas foi bem desafiador compor a Monique, de “Malhação Casa Cheia” (2013), porque ela sofria de uma deficiência física – hemiplegia – que eu tinha que compor com o meu corpo. Então, além de ter todo um trabalho psicológico complexo para compor a personagem – pois ela era deprimida, retraída – teve também um trabalho de composição física.

Natural da cidade de Brasilia, o que a motivou a vim para o Rio de Janeiro e como foi a sua adaptação na cidade?

O que me motivou foi mesmo a vontade de explorar os campos da atuação, principalmente o campo audiovisual, que sempre teve mais expressão no Rio e em São Paulo. Minha adaptação foi lenta e difícil. O Rio e Brasília são duas cidades muito diferentes (culturalmente falando), e eu vim bem no meio da adolescência, aos 17 anos, que já é uma fase de muitas mudanças internas e externas. Levei um ano ou mais para me acostumar totalmente… pensei em desistir e voltar pra Brasília várias vezes. Mas sempre tive o apoio enorme dos meus pais, minha família foi tudo nesse momento. Minha mãe sempre esteve aqui no Rio comigo, ela se mudou comigo; e meu pai continuou em Brasília mas sempre me apoiou, estava sempre presente. Meus pais ainda são casados e acho que essa união também nos fortaleceu e me fez seguir em frente.

Sua última vez na televisão foi em 2013, quando fez programas como “De Volta Pra Pista” e “Zorra Total”. Existem planos para um retorno nas telinhas?

Na verdade eu fiz uma série de humor no Canal Brasil em 2015 chamada “Ribanceira”, considero esse o meu último trabalho na televisão. Trabalhar na TV não depende só de mim. As emissoras é que escolhem os atores e a concorrência está cada vez maior. Tenho vontade de voltar para as telinhas sim, e estou fazendo o que está ao meu alcance pra isso.

Um dos momentos em que a sua carreira mais ganhou destaque foi em 2009, quando fez “Malhação ID”. Quais lembranças guarda da época e qual significado a Maria Cláudia tem na sua vida hoje?

Guardo inúmeras lembranças boas. Foi um trabalho extremamente marcante, foi o meu primeiro trabalho grande na TV, me dediquei muito a ele e acho que essa dedicação deu resultado – a Maria Cláudia foi eleita a personagem mais carismática da minha temporada. Eu gravava de segunda a sábado e fiz algumas amizades ali dentro. Era gostoso, eu era super nova (tinha 18/19 anos), aprendi muita coisa.

Como foi participar da “Noite da Comédia Improvisada”?

Foi uma experiência extremamente desafiadora. Por vários momentos eu achei que fosse desistir! Me exigiu muita coragem. Sempre achei o improviso uma das coisas mais difíceis dentro do teatro. Quando me vi vencendo esse medo e encarando esse desafio, fiquei super feliz. Era uma vitória muito mais interna, de mim pra mim mesma, do que uma preocupação com o resultado externo.

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Trabalhar com o que realmente amamos não tem preço. As dificuldades vão surgir – como surgem em qualquer profissão, mas a entrega só é total quando amamos o que fazemos. E essa entrega total com certeza dará grandes frutos, mais cedo ou mais tarde.

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