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“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” precisa melhorar muito para chegar a ser ‘ruim’

“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” precisa melhorar muito para chegar a ser ‘ruim’

Nessa parte final, Jogos Vorazes não atendeu as expectativas. Mostrou um roteiro cansativo e que girava em torno da vingança pessoal de Katniss Everdeen contra o presidente Snow e que perdurou até as últimas cenas. Em dados momentos do filme, cheguei a ter uma leve sensação que ali era uma mistura de “Maze Runner” (quem assistiu ou ainda vai assistir, entenderá essa comparação) com “Divergente” – só que executada com mais dinheiro e um elenco mais gabaritado. Foram os 136 minutos mais desperdiçados de minha vida.

Em tempos de bilheterias bilionárias, a regra do um é pouco, dois é bom e três é demais, foi deixada de lado por Hollywood, que estende ao máximo um produto rentável com o intuito, óbvio, de lucrar até cansar seus espectadores. Nessa fome pela bilheteria, quem perde é o roteiro, especialmente nas atuais sagas juvenis. A nova vítima dessa exploração é Jogos Vorazes: A Esperança – O Final, terceiro filme da série, que chegou aos cinemas brasileiros na última quarta-feira (18) em um lançamento que ocupa quase que metade das salas nacionais.

Assim como aconteceu com Harry Potter e Crepúsculo, ambos nascidos na literatura, Jogos Vorazes, escrito por Suzanne Collins em uma trilogia, acabou estendido no cinema em quatro episódios, com o último livro, A Esperança, dividido em dois. A quebra fez a atual versão para o cinema perder o clímax.

Os dois primeiros filmes da série basicamente abraçam os jogos – levando o público ao delírio, enquanto a última parte, dividida em dois filmes, deveria estar totalmente direcionada na revolta contra o poder central, uma ditadura representada pelo presidente Snow (Donald Sutherland), e não na vingança pessoal de Katniss. A figura de ‘salvador’ coube ao Tordo, comandando a revolução contra a ditadura de Snow.

A sorte da franquia é ter em seu elenco uma longa lista de bons atores. Com um roteiro coagido pela enrolação, a saga continua sendo uma das mais aclamadas no quesito cinema de entretenimento.

Em suma, não é a toa que as bilheterias mundiais do último filme da franquia não estão atingido um nível considerado satisfatório pelos produtores. A sensação que fica é que deveriam ter parado no Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1.

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