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HBO estreia documentário polêmico sobre Michael Jackson, Leaving Neverland, neste sábado (16/03)

HBO estreia documentário polêmico sobre Michael Jackson, Leaving Neverland, neste sábado (16/03)

A HBO Brasil começa a exibir neste sábado, 16 de março de 2019, o polêmico documentário sobre Michael Jackson, Leaving Neverland.

Com produção e direção de Dan Reed – indicado ao Emmy® por Three Days of Terror: The Charlie Hebdo Attacks, da HBO –, Leaving Neverland acompanha a história vivida por Safechuck e Robson que, ainda crianças, conquistaram a amizade de Jackson e, junto com suas famílias, foram levados ao mundo mágico do artista, localizado no rancho de Neverland, em Santa Bárbara, na Califórnia. Trinta anos depois, por meio de entrevistas devastadoras, o documentário expõe o passado de abuso sexual contínuo e os sentimentos complexos que levaram os rapazes a revelarem essas situações.

História:

James Safechuck era um ator infantil de Simi Valley, Califórnia. Em 1986, fez uma participação em um comercial da Pepsi junto com Michael Jackson. Fascinado por Safechuck, em poucos meses o cantor se transformou em amigo da família. Já Wade Robson era um bailarino mirim de Brisbane, Austrália. Em 1987, aos 5 anos, teve a oportunidade de conhecer o artista após vencer um concurso em que o imitava. Jackson entrou nas vidas destas famílias de forma semelhante. Sua estratégia foi sutil, sempre justificando suas atitudes como expressões de afeto pelos meninos. O artista se tornou amigo, mentor e confidente das crianças, expressando seu amor pelos dois, enquanto gradualmente os isolava das famílias.

As visitas rapidamente começaram a incluir estadias na casa, onde Jackson dormiria no mesmo quarto que os seus jovens hóspedes, afastados dos pais. Tanto Robson como Safechuck descrevem como o que teve início como inocentes festas do pijama levou a um contato íntimo com o artista. Quando os abusos sexuais começaram, Robson tinha 7 anos e Safechuck, 10. Logo, como Safechuck recorda dolorosamente, quase todos os lugares “especiais” em Neverland foram marcados por um encontro sexual.

Desde o início, Jackson insistiu para que Robson e Safechuck mantivessem em segredo a relação sexual entre eles. Robson se lembra de ter acreditado quando Jackson lhe disse que os dois ficariam “presos para o resto da vida” se alguém soubesse.

Quando chegaram à adolescência, os dois garotos perceberam que não estavam mais na mesma posição “privilegiada”, porque tinha deixado de ser os principais alvos da atenção de Jackson. No entanto, mantiveram seus segredos e sua lealdade, motivados pelos vínculos emocionais criados durante o abuso. Na década de 1990, quando outros garotos o acusaram de abuso, Jackson pediu que Safechuck e Robson o defendessem. Ambos negaram veementemente aos pais e ao público que Jackson tivesse se comportado de forma inapropriada com eles.

Robson se tornou um dos coreógrafos jovens mais bem-sucedidos da sua geração. Trabalhou com a banda *NSYNC e com Britney Spears nos seus períodos de maior apogeu. Mas o sucesso foi ofuscado pela melancolia e pela depressão. Safechuck, que queria ser diretor de cinema e músico de rock, também enfrentou crises de depressão e dependência química. Ambos se casaram e tiveram filhos. À medida que as crianças cresciam, a agitação emocional deles aumentava, o que mostra como as sequelas do abuso sexual podem se manifestar décadas mais tarde.

Finalmente, em função das sucessivas crises emocionais, os dois, agora adultos, se dispuseram a contar a verdade para as suas famílias. No documentário, parentes relembram quando Robson e Safechuck se abriram pela primeira vez, quando compreenderam os danos deixados pelo abuso físico. Depois, começaram a enfrentar o trauma, tentando compreender suas recordações e sanar as relações familiares rompidas.

A exibição está prevista para ser exibida a partir das 20h na Grande São Paulo, assim como em todo o Brasil.

Sobre o autor | Website

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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