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Luca Moreira entrevista Rodrigo Dorado de “Cúmplices de Um Resgate”

Luca Moreira entrevista Rodrigo Dorado de “Cúmplices de Um Resgate”

Rodrigo Dorado começou a carreira aos 16 anos no teatro do colégio em que estudava e inspirado pela paixão seguiu estudando artes cênicas até tornar-se ator profissional. Sua formação deu-se no Globe e Oficina de Atores Nilton Travesso, em São Paulo. Participou também da Oficina de Atores da Globo em duas ocasiões, 2006 e 2011, no Rio de Janeiro, onde também cursou Teatro na Universidade da Cidade.

No teatro, atuou em diversas peças como “Nos Campos de Piratininga”, primeira direção de Imara Reis; “Bem aventurados os Anjos que Dormem”, direção de Kleber Montanheiro e “Psico Bleu”, de Wagner de Miranda. No cinema, atuou no longa-metragem “Bruna Surfistinha”, de Marcus Baldini, “Andaluz”, direção de Guilherme Motta e mais recentemente no aclamado curta-metragem “Sobre Papéis”, de Pedro Paulo de Andrade.

Na televisão, atuou na série “Marcas da Vida” e, em 2012, integrou o elenco da novela “Rebelde” como como Bernardo, ambas produções da Rede Record. Na TV Globo participou de algumas produções tais como “Minha Nada Mole Vida”, “Negócio da China”, “Saramandaia” e “Em Família”. Depois de ter atuado na novela “Cúmplices de um Regate”, no SBT, Rodrigo fez o seriado “A Cara do Pai”, na TV Globo.

Como foi o início de sua vida na atuação?

Eu comecei no colégio. Lá tínhamos aulas de biologia, português, história, todas as matérias convencionais, e também teatro/artes. Desde então gostei, me identifiquei e não me vi fazendo outra coisa além de trabalhar com a arte.

Conte-nos um pouco de sua experiência no sucesso “Bruna Surfistinha” e como foi trabalhar com o diretor Marcus Baldini?

Esses dias mesmo eu estava contando que foi o teste mais diferente que fiz. O diretor Marcus Baldini sabia bem o que queria, então o teste foi praticamente uma conversa. A preparação foi do Sergio Penna e foi ótima também. Depois, nas diárias de filmagem, o Baldini foi super tranquilo e falava clara e diretamente o que queria de cada cena. A Deborah Secco foi bastante companheira e tudo fluiu muito bem. A repercussão foi excelente e sou muito grato até hoje por esse trabalho.

Formado por diversos cursos e workshops com mestres consagrados como Nilton Travesso e Wolf Maya, como é sua trajetória com o estudo de artes cênicas?

Minha experiência já aconteceu de diversas maneiras. Já fui aquele nerd da sala, já fui aquele relaxado e atualmente acumulo os aprendizados que tive com todos esses mestres e também com outros, como: Zé Henrique de Paula, Guilherme Sant´Anna, Flávia Pucci, entre outros incríveis. São muitos e cada mestre deixa sua marca, que pode funcionar ou não para cada tipo de ator. É bem individual e você encontra a maneira certa para cada um.

No ano passado, você interpretou o personagem Marcos em “A Cara do Pai”. Como foi dividir o set com Leandro Hassum na televisão?

Eu gostei bastante. Meus últimos trabalhos têm sido “parecidos” e inéditos até então: personagens cômicos, que contracenam com atores/atrizes bem mais novos (menores de idade e/ou crianças) e animais diversos. Em “A Cara do Pai” não foi diferente e ainda tive a oportunidade de trabalhar com o Hassum que deixa o set muito confortável e animado.

Um dos grandes sucessos que também marcou sua carreira foi “Cúmplices de Um Resgate” onde interpretou o personagem Dinho Borba. Como foi sua preparação para essa novela?

Foi um prazer viver o Dinho Borba Gato. O SBT deixa os atores muito à vontade para trabalhar. Meu personagem entrou no Capítulo 40, então tive um tempo para acompanhar um pouco a dinâmica deles. Depois o personagem ainda cresceu muito com a novela, o que foi uma grata surpresa e um prêmio pra mim, então me ajudou bastante na questão de preparação. O resultado foi muito bom, abriu porta para shows pelos Brasil, empoderamento nas redes sociais…foi inesquecível.

Como foi fazer o programa “Estação Rock”?

Estação Rock foi um trabalho diferente pra mim. Não convivia muito com o meio musical, gosto de música e até me arrisco cantando e tocando algum instrumento, mas nunca pensei em viver aquele sonho de todo adolescente de ter uma banda de rock. A arte nos proporciona dessas audácias e foi bem isso, vivi como um baixista de uma banda de rock com grandes amigos ao lado. Aliás, obrigado Caio Paduan, amigos de banda, Jaffar, Chico, Renan, e, claro, um agradecimento especial ao diretor Pablo Loureiro que foi demais!

Com um currículo bastante extenso no teatro, existem planos para um provável retorno?

Sempre! Nunca paro de fazer teatro. As vezes ensaio uma peça que acaba não acontecendo, as vezes participo de leituras caseiras ou para pouco público, apresentações pontuais, mas nunca deixo o teatro de lado.

Quais são suas expectativas para a carreira no ano que vem?

Ano que vem pretendo seguir sonhador com os pés no chão. Vou fazer mais teatro, televisão e cinema!

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Seja feliz! Sou ator porque amo meu ofício e não me vejo fazendo outra atividade. Todo mundo tem inúmeros talentos e se você ainda não encontrou ou não executa o seu, não se preocupe porque a hora vai chegar. E, até lá, siga sendo feliz, grato e, principalmente, seja uma boa pessoa porque o resto acontece. Respeite o próximo e a sociedade que você vive, ame os animais e pense sempre nos outros seres vivos. Dê uma chance ao veganismo, vale a pena.

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