Luca Entrevista Luca Moreira

Luca Moreira recebe Banda Holiman em sua coluna

Luca Moreira recebe Banda Holiman em sua coluna

No final do mês passado, a Banda Holiman lançou seu mais novo EP “Perdão”, que conta com três faixas inéditas: “Aqui”, “Complexo” e “Perdão”, que dá nome ao álbum.

A faixa que leva o nome do EP foi uma sugestão do produtor Paulo Vaz, que incentivou o grupo a experimentar uma nova acústica para para alcançar novos públicos. “Perdão” é uma história sendo contada sobre uma pessoa se desculpando pelas coisas erradas que fez, mesmo sem a intenção de machucar o outro.

A música “Aqui” foi uma das primeiras composições após a banda passar por mudanças e encontrar seu estilo musical próprio, uma forma de buscar um ritmo dançante, mas com o peso clássico do rock. A faixa “Complexo”, define o grupo atualmente, com uma dinâmica bem distinta, inspirada no black music dos anos 70 e um rock pesado de bandas de post-hardcore.

Como foi que a banda surgiu?

A banda surgiu de uma simples vontade de se reunir com os amigos de escola para fazer um som que nós curtíamos. Começamos com simples covers, mas depois percebemos que tínhamos criatividade o suficiente para compor coisas próprias e daí nasceu a banda que somos hoje.

Antes da formação do grupo, os integrantes haviam tido outras experiências na música?

Todos os integrantes passaram por escolas de música e já tiveram experiências musicais devido a referencias familiares ou coisas do tipo, mas como demos início a esse projeto muito cedo, ter uma banda foi realmente o ponto de ignição para entrarmos no mundo da música de cabeça.

Qual foi a inspiração de vocês para produzir o EP “Perdão”?

Pode parecer um tanto quanto contraditório, mas nossa grande inspiração foi perceber que estávamos no grande dilema: “ O que somos e o que faremos agora? ”. Entramos num limbo tão grande que decidimos começar do zero e produzir da maneira que nunca fizemos e por isso entramos em contato com nosso atual produtor, Paulo Vaz (Integrante da banda Supercombo).

Formada por 3 amigos, como foi que o grupo se conheceu?

Todos nós nos conhecemos pelo círculo de amizade construído desde os tempos de escola e claro, a paixão pela música e arte em geral ajudou a ficarmos mais próximos.

De onde veio o nome “Holiman”?

Toda banda tem aquele momento onde é preciso escolher um nome que vai definir “o que ela realmente é”, e para nós não foi diferente. Depois de diversos nomes com sentidos e significados diferentes, decidimos seguir o pensamento de quem está fazendo a centésima tatuagem chegamos à conclusão: “ Bora escolher algo que fique legal na pele (no caso, algo que seja legal de pronunciar). ” E assim surgiu o nome Holiman, derivado da palavra rolimã.

Com faixas lançadas no mês passado pelo grupo, a repercussão de “Aqui” e “Complexo” conseguiu suprir as expectativas de vocês?

Pelo fato de termos literalmente recomeçado do zero nosso trabalho como banda, nós nos surpreendemos com a repercussão que chegou a ser bem positiva. Obviamente ficamos ansiosos para que esse trabalho chegue ao máximo de pessoas possíveis, mas sabemos que cada passo deve ser dado de um cada vez.

Como foi trabalhar com o produtor Paulo Vaz?

No começo era pura ansiedade de trabalhar com alguém que admirávamos e até então, observávamos como fãs. Depois foi pura frustração, pois finalmente alguém chegou com opiniões sólidas sobre o que éramos e o que teríamos que trabalhar para termos o que queríamos. E por fim, veio o enorme aprendizado e gratificação em ver que o Paulo era o elemento que faltava para entendermos que ser uma banda é fruto de um trabalho árduo que vai muito além de subir no palco e tocar. Ser uma banda é uma empresa, e subir no palco é apenas 10% de um todo, como ele mesmo diz. E ter consciência disso foi essencial pro nosso amadurecimento.

Quais são as inspirações de vocês no mundo musical?

Eu posso dizer tranquilamente que todos nós recebemos uma grande inspiração de uma das maiores bandas que já existiu no Brasil, Charlie Brown Jr. Começamos tocando diversos covers deles, e até hoje pegamos o violão pra cantarmos muitas de suas canções. Mas com o passar do tempo a gente foi ouvindo e consumindo muita coisa, desde internacionais (Queens Of The Stone Age e Travis Scott) até bandas independentes nacionais (Supercombo, Rancore, Braza e Baiana System). Mas no momento, o que nos inspira é a música brasileira em geral.

Deixem uma mensagem

Seja o tipo de arte que for, persista e não seja cabeça fechada. Você pode até desistir uma vez, mas tente desistir uma segunda, terceira, quarta, quinta vez e assim por diante. O pessimismo que as vezes vem junto do cansaço faz parte do processo, mas no fim do dia o que importa é que você continue firme pois você acredita naquilo que faz, e pode ter certeza que quando sua alma está impregnada no seu trabalho, aquilo vai te render frutos, talvez não da maneira que você espera, mas da maneira que você precisa.

Sobre o autor | Website

Luca Rocha Moreira, nascido na manhã de 14 de maio, 1998 na cidade de Niterói, filho de Lucia Maria Rocha e Luiz Carlos Falcão Moreira, um designer gráfico que morreu em 2012 vítima de câncer de pulmão. Em 2008, ele foi morar com sua mãe e seu padrasto, o veterinário Vladimir Fernandes, que já era pai de seu irmão Eduardo Rocha, e que alguns anos depois adotou sua irmã mais nova, Camila, em Macapá. Além desses dois, Luca também é irmão de Leonardo e Alexandre Tristão. Seu avô materno era comissário de bordo da Varig, falida em 2006. Iniciou o ensino médio na Escola Técnica Estadual Henrique Lage, onde cursou o técnico integrado em engenharia naval. Em 2015, Moreira começou a fazer um curso de formação de atores profissionais, fazendo testes em aula como ''Navalha na Carne'' do autor Plínio Marcos. Mas depois de cinco meses de treinamento, ele começou a ter problemas com sua classe, pois incomodou seus colegas por não serem tão fáceis de incorporar seus personagens na primeira vez, o que o deprimiu. Ele teve aulas com o professor e ator profissional Alécio Abdon, que participou de algumas novelas da Rede Globo. Sua base de estudos foi através do dramaturgo russo Constantin Stanislavski. Atualmente estudando jornalismo na Universidade Estácio de Sá, iniciou seus estudos acadêmicos em março de 2018, antigamente no curso de publicidade, mais no segundo período, decidiu se mudar para o jornalismo, analisando contato e sua facilidade na área. Lá ele também participou de projetos estudantis, como ter entrado como editor do principal jornal interno da faculdade, ''O Estaciente''. Ali publicou vários artigos que escreveu, como os de Rodrigo Tardelli e Babi Xavier. Em seu tempo no jornal interno da universidade, ele teve a oportunidade de experimentar outros assuntos fora do mundo artístico e celebridades, como as eleições presidenciais no Brasil em 2018, onde ele foi responsável por escrever sobre os quatro candidatos que lideravam a presidência: Jair Bolsonaro, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes. Em março de 2016, Luca foi descoberto em sua página no Facebook, no qual veio a mudar de assunto várias vezes, escrevendo assuntos como esportes, nutrição e por fim, sobre cultura, por esse assunto, Moreira foi descoberto por uma produtora de teatro profissional localizada na Barra da Tijuca, onde foi convidado para fazer seu primeiro estágio, ainda cursando o ensino médio. Seis meses depois, fez um acordo para divulgar o filme ''O Grande Circo Místico'', dirigido pelo premiado diretor Cacá Diegues, que por causa de um problema, o fez renunciar a sua posição. Naquela época, Luca conhecia seus primeiros contatos com o meio profissional, como a atriz Rayssa Bratillieri, que mais tarde fez a personagem Pérola Mantovani em “Malhação – Vidas Brasileiras”. Primo dos atores Giulliana Succine e Miguel Rivas, sempre ajudou Giulliana com sua assessoria, que em dezembro de 2017, se juntou a Esdras Ribeiro, que na época possuía um conjunto de sites, onde ele começou a escrever seus primeiros assuntos como colunista. Sua primeira tentativa de escrever uma entrevista foi com o ator Pedro Carvalho, que estava no auge de sua carreira com a novela ''Escrava Mãe'', exibida pela Record TV. Seu primeiro artigo profissional foi lançado no dia 30 de janeiro de 2017, quando conheceu a atriz Malu Falangola, que estava na Rede Globo naquela época. Após uma curta temporada como o extinto ''Almanaque Mídia'', ele recebeu a infeliz notícia de que o portal estaria fechando devido a problemas de gestão. Uma semana depois, Daniel Neblina, um jornalista de Brasília que já estava o observando, o chamou para entrar no ”RegistroPOP'', onde ele teve o reconhecimento de seu trabalho decolando com artistas como Adriano Alves, Larissa Manoela, Thomaz Costa, Larissa Maciel, Sophia Abrahão e Lua Blanco. Em 11 de maio de 2018, depois de ficar mais de um ano na redação, ele já havia feito história em mais de 9 portais diferentes. Em março de 2018, iniciou sua carreira internacional, quando entrevistou a cantora americana Megan Nicole, de quem gostava desde a infância. Um tempo depois veio a atriz Violett Beane, estrela da série ''The Flash''. Cinco meses depois da entrevista com Beane, conheceu através do Facebook, a atriz Chloe Lang, que entre os anos de 2013 e 2014, interpretou a personagem Stephanie Meanswell na série infantil LazyTown, exibida pelo Discovery Kids, indo ao ar em setembro daquele ano.

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