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“Para todos os garotos que já Amei”: o retorno da comédia romântica

“Para todos os garotos que já Amei”: o retorno da comédia romântica

Imagine que com um lápis e papel na mão, você decide escrever uma carta para cada pessoa por quem já se apaixonou. Porém, elas nunca serão lidas, é apenas uma maneira de canalizar suas emoções. Ou é nisso que você acredita até que, por algum motivo, essas cartas vão parar nas mãos de seus destinatários. Essa é a premissa baseada em ‘Para Todos os Garotos que Já Amei‘, a nova aposta romântica da Netflix.

Baseado no livro de Jenny Han, ‘Para Todos os Garotos que Já Amei’ conta a história de Lara Jean Covey, uma garota que se declara para seus ‘crushs’ através de cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém. Confissões de seus sentimentos mais profundos. Porém, ela nunca enviou nenhuma carta, apesar de deixar o destinatário anotado em seu verso.

Em um belo dia, Lara Jean acaba descobrindo que todas as cartas foram enviadas para cada garoto para quem ela escreveu; e de uma hora para outra Lara Jean vê sua vida amorosa, nenhum pouco agitada, sair do papel e se transformar em algo que ela não pode mais controlar.

Por alguma razão, uma das cinco cartas enviadas é para o ex-namorado da sua irmã mais velha, Margot, que antes disso era o melhor amigo de Lara. Então, para superar o que sente pelo ex-parceiro da sua irmã, ela começa a fingir um relacionamento com Peter Kavinsky, que também recebeu uma carta e quer deixar sua ex-namorada com ciúmes. Esta é uma fórmula que já conhecemos e vimos repetidamente, mas o filme consegue destacar cada elemento com um tom doce e uma execução brilhante. Meticuloso nos detalhes, Para Todos os Garotos que Já Amei mostra uma paleta de cores que mergulha na visão de mundo de Lara Jean.

A produção tem como objetivo nos levar de volta à era de ouro das comédias românticas. Fazendo referências diretas e outras muito mais sutis de filmes como Dezesseis Velas, de John Hughes. O filme procura representar a essência dos filmes clássicos, com um toque moderno de uma relação adolescente atual.

O filme, baseado na história escrita por Jenny Han, foi dirigido por Susan Johnson e é estrelado por Lana Condor (X-Men:Apocalypse), John Corbett (Ops! Meu Namorado Morreu), Janel Parrish (Pretty Little Liars) e Noah Centineo (Viral), entre outros.

Mas, além disso, a trama chega a reivindicar a circunstância de outra situação: a representação dos asiáticos no cinema americano. Se notarmos, há uma referência em uma cena onde aparece Lara, Peter e sua irmã caçula assistindo um filme de 1984, estrelado por um asiático chamado Long Duk Dong. Vê-lo na tela da casa da família e compará-lo com a estrela do filme, percebemos que há um avanço, já que, ‘Para todos os garotos que já amei’ é o primeiro romance adolescente americano estrelado por um asiático. A outra situação que vemos no filme é a da série The Golden Girls, com a qual as irmãs fazem uma boa maratona de fim de semana enquanto a garota usa uma camiseta onde o Girl Power é lido. Sim, é um feminismo postal.

Para todos os garotos que Já Amei é uma boa comédia romântica que poderia terminar ali, se não fosse o fato do romance ser parte de uma trilogia. E com o sucesso que está fazendo na plataforma, é muito provável que a Netflix não demore em confirmar a segunda parte.

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