Pensei, Digitei: “Domingo Legal” respira com ajuda de aparelhos

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“Vamos fazer uma grande festa / Energia total, alegria geral/ Vamos fazer um Domingo Legal!”

Dessa forma estreava em 17 de Janeiro de 1993 um dos mais históricos programas de auditório da nossa televisão, o “Domingo Legal”. Sob o comando de Gugu Liberato, na época já conhecido pelo público, a atração revolucionou na linguagem de um produto dominical.

Misturando musicais com entretenimento e jornalismo, tornou-se um dos carros-chefe do SBT em poucos anos. O ápice responsável pelo sucesso do programa foi na cobertura da morte do grupo “Mamonas Assassinas”. Com 47 pontos de pico, o público ficou ciente da relevância do dominical.

Entrevistas, provas animadas no palco, presenças de artistas internacionais: acontecia de tudo no palco de diversões de Augusto Liberato. E o resultado veio em números, sendo líder em audiência em todo o ano 2000 e 2001.

Hoje, não se tem nem a sombra da sombra disso. De igual, somente o nome mesmo. Ainda com Gugu no comando, o programa foi perdendo a sua identidade após o triste episódio da entrevista com falsos integrantes do PCC. O seu conteúdo foi sendo alterado aos poucos, onde o jornalismo foi praticamente extinto. Era o início do fim.

Em 2009, Gugu deixou seu filho para trás e partiu pra um novo caminho na carreira. Em seu lugar, surgiu o “padrasto” Celso Portiolli. Esforçado e talentoso, Portiolli deu ao programa um novo ar, eliminando o assistencialismo barato que se acumulava com o antigo apresentador. Mas isso não parecia o suficiente.

Meio que por um azar do destino, a marca “Domingo Legal” ainda era fortemente associada ao loiro sorridente. E não era pra menos, afinal foram mais de 16 anos sob o comando da atração. Dessa forma, Celso nunca conseguiu de fato inserir a sua identidade ao projeto.

A concorrência do horário cresceu e o apresentador e equipe do programa do SBT se perdeu. Investiu em pessoal e conteúdo exibido pela concorrente, mas o buraco se abriu ainda mais e a queda foi inevitável.

Hoje, com uma audiência muito menor ao já registrado em seu histórico, o “Domingo Legal” não é mais o mesmo. Perdeu a sua identidade, perdeu a sua credibilidade. Foi um erro da emissora não ter acabado com a atração quando Gugu foi para a Record. O SBT somente adiou o inevitável fim.

Indícios dados pela imprensa indicam que no ano que vem Silvio Santos trocará o dominical por um outro programa, ainda sem maiores detalhes de como e com quem será.

Essa seria de fato a melhor atitude, encerrar com um programa que já não tem mais valor ao público e pra própria emissora. Aos saudosistas, restam as imagens e registros de vídeo no YouTube, pois o atual estado do “Domingo Legal” não é digno de saudades. Mas de pena.

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