Profissão Repórter 06/12/2017 – Gravidez precoce

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Foto: Divulgação

Profissão Repórter desta quarta-feira, dia 06/12, gravidez precoce.

De cada cinco bebês nascidos no Brasil, um é filho de uma adolescente. O ‘Profissão Repórter’ desta quarta-feira, dia 6, volta os olhos para essa realidade e analisa os obstáculos enfrentados pelas jovens mães. “Já falamos sobre esse assunto no programa e o que vemos é que o número de meninas grávidas cresceu, principalmente nas regiões mais pobres do país”, afirma Caco Barcellos.

Desta vez, o experiente jornalista vai ao Pará contar a história de Thaís. Aos 11 anos, ela teve seu primeiro filho e, apesar da suspeita de sífilis, não faz tratamento – um dos motivos é o ciúme do marido. “Isso é muito comum entre as famílias. Além disso, há falta de assistência para essa população. O Pará é o estado com maior incidência de câncer de colo de útero do país, e os médicos dizem que origem é o HPV. As meninas contraem a o vírus muito cedo, não tratam e o câncer aparece lá na frente”, explica Caco.

Em uma visita à maternidade Bárbara Heliodora, a maior do Acre, a repórter Eliane Scardoveli encontra oito meninas grávidas. Na sala de espera do pré-natal, ela conhece uma jovem de 14 anos, exemplo de como a falta de informação é um problema.

“Ela me disse que tinha tomado a pílula anticoncepcional por dois dias e achou que estaria protegida. Não sabia que precisava tomar diariamente”, conta Eliane, que foi mãe aos 30 anos. “A chegada de uma criança já é desafiadora na minha idade. Se eu tivesse 15 anos, como lidaria com isso? Sem apoio, sem estrutura… é muito complicado”.

Em uma escola estadual da capital, Rio Branco, existe até um uniforme especial para as alunas grávidas, de tão rotineira que é a situação. Algumas meninas voltam a estudar mesmo com os bebês no colo, contando com ajuda de professores e alunos.

Na Grande São Paulo, Nathália Tavolieri conhece Camila, de 17 anos, que tem um bebê de 6 meses. Expulsa de casa pela mãe, ela mora com o namorado e a sogra, que é a responsável pelo sustento da família. Atualmente, não trabalha e nem estuda. “As meninas que entrevistei perguntam se eu quero ter filhos, como é trabalhar todo dia, viajar… É uma outra realidade”, reconhece Nathália.

Você pode conferir o programa logo após o partida da Copa Sul-Americana, a partir das 23h45, na Rede Globo.

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Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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