Programa Bem Estar 19/04/2018 – Irritações de Pele

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Foto: Divulgação

No Bem Estar desta quinta-feira, dia 19/04,  A alergista Ariana Young e a dermatologista e consultora Márcia Purceli falaram sobre essas crises de coceira sem fim.

Urticária crônica espontânea

Uma doença que afeta muito a vida das pessoas: a urticária. A assistente social Rosana Langguth explica qual a sensação: “eu senti uma coceira no pé, como se fosse uma mordida de inseto. Só que essa lesão, essa bolinha, começou a crescer, a aumentar, coçar cada vez mais”.

Foi de uma hora para outra – a coceira sem fim e o corpo todo cheio de manchas. A mesma sensação da advogada Mônica Gazoni Russo. “Eu não sabia o que era. Era uma coisa que coçava, ardia, doía. Ninguém conseguia fechar um diagnóstico.”

Rosana passou cinco anos sem diagnóstico e sem tratamento, até os médicos descobrirem a urticária crônica espontânea. Depois disso, tudo mudou. Com o tratamento certo, a autoestima, a energia, tudo voltou! As duas fizeram tratamento com doses especificas de antialérgicos, mas só conseguiram controlar a doença depois que passaram a tomar um remédio biológico, uma vez por mês, no hospital.

A urticária é uma reação do sistema imune, que é ativado para combater algum alergéno através da ativação das histaminas. A sensação é como se a pele estivesse queimando. Pode ser desencadeada por alimentos, corantes, substâncias químicas e remédios.

Dermatite atópica

A doença crônica causa inflamação na pele, resultando em lesões avermelhadas que apresentam crostas, coçam, descamam e às vezes ficam úmidas. Pode afetar pessoas com histórico familiar de asma ou rinite alérgica e não é contagiosa.

Mais comum na infância, pode desaparecer com a idade ou piorar. Em 90% dos casos, a criança apresenta melhora depois da puberdade, pois a oleosidade da pele que aparece na adolescência contribui para a restauração da barreira da pele que melhora o ressecamento.

Para evitar as crises, é muito importante manter a pele hidratada. Anote cinco regras básicas: banho rápido, morno, com pouco sabonete, sem bucha e apenas uma vez ao dia. Os tratamentos incluem pomadas, cremes e uso diário de hidratante.

Síndrome de Stevens-Johnson

Um edema na boca que evoluiu muito rápido. Depois, manchas vermelhas por todo o corpo e nenhum diagnóstico. A família da Maria Julia, de um ano e meio, passou por um susto. Depois de idas e vindas aos hospitais, veio o resultado: síndrome de Stevens-Johnson – uma reação do sistema imunológico a alguns medicamentos, geralmente antibióticos e anti-inflamatórios.

A síndrome é rara e o problema é o diagnóstico tardio. “Os primeiros sintomas podem surgir duas a seis semanas após o início do tratamento. Isso é o que dificulta um pouco o diagnóstico e a relação causa e efeito”, explica a alergista e imunologista Rosana Gianicco.

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível. Os sintomas podem ser semelhantes aos da gripe, como cansaço, dor muscular e dor de cabeça, que rapidamente são acompanhados de lesões avermelhadas, que se espalham no corpo inteiro.

Bem Estar

Apresentado por Mariana Ferrão e Fernando Rocha nas manhãs de segunda a sexta, o programa tem a participação fixa de médicos e de especialistas das mais diversas áreas.

O programa vai ao ar às 10h09, na Rede Globo

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