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Trilha de Letras presta tributo a Darcy Ribeiro em novo dia e horário

Trilha de Letras presta tributo a Darcy Ribeiro em novo dia e horário

Em homenagem a Darcy Ribeiro, o programa Trilha de Letras inédito desta terça (20), às 21h15, na TV Brasil resgata o legado deixado pelo antropólogo, escritor e político que faleceu há 21 anos em 17 de fevereiro de 1997.

Para lembrar a vida e a obra do saudoso homenageado, o apresentador Raphael Montes recebe o também antropólogo Mércio Gomes, que trabalhou com Darcy Ribeiro, para um bate-papo na atração que essa semana estreia em novo dia e horário.

“Sou um homem de fazimentos” . É com essa frase que Darcy Ribeiro gostava de se definir. Considerado um dos maiores pensadores do seu tempo, era, acima de tudo, um apaixonado pelo Brasil. Mércio aprofunda essa análise. “Pensar e fazer é o que caracteriza Darcy. Não é só ‘fazimento’ o que ele fazia. Ele tinha uma visão dialética do mundo. O pensar e o fazer andam juntos”, comenta Mércio.

O Trilha de Letras discute as diversas facetas do educador que se tornou personalidade histórica do país e um dos principais atores da construção da identidade nacional com suas múltiplas atuações. O convidado de Rafhael Montes debate essa perspectiva de Darcy Ribeiro. “O indivíduo é responsável pelo coletivo. Você tem que pensar e agir a partir deste pensamento. O pensamento nasce da nação e a nação nasce do pensamento”, explica Mércio Gomes.

Ainda no que diz respeito ao país, ele aborda outras reflexões do homenageado.”Darcy nunca teve nenhuma dúvida de que a mestiçagem brasileira é a que dá a sua capacidade de transcendência, a sua capacidade de se transformar numa nação nova, autônoma e exemplar para o mundo”, afirma Mércio.

Darcy Ribeiro também era conhecido por seu trabalho em relação aos índios. “Ele trouxe uma visão nova da terra indígena. Para Darcy, a terra indígena não é uma gleba, um pedaço de terra que alguém escolhe, é aquilo que os índios culturalizam”, finaliza.

Darcy Ribeiro foi ministro da Educação do Governo Jânio Quadros (1961) e chefe da Casa Civil do Governo na presidência de João Goulart. Na época da ditadura militar, ele teve seus direitos políticos cassados e foi obrigado a se exilar por alguns anos no Uruguai.

De volta ao país, no primeiro governo de Leonel Brizola no Rio de Janeiro, na década de 1980, Darcy Ribeiro criou, planejou e dirigiu a implantação dos Centros Integrados de Ensino Público (CIEP). O projeto pedagógico visionário e revolucionário do então vice-governador buscava oferecer assistência em tempo integral às crianças. A proposta contemplava atividades recreativas e culturais para além do ensino formal.

Entre outras iniciativas, Darcy Ribeiro foi responsável pela criação e pelo projeto cultural do Memorial da América Latina. O centro cultural, político e de lazer foi inaugurado em 1989, em São Paulo. O educador publicou a obra “O Povo Brasileiro” em 1995. No livro, ele discorre sobre a formação histórica, étnica e cultural da população brasileira, a partir das impressões de sua experiência de vida.

Como senador, o antropólogo foi o relator do projeto de lei que deu origem a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB – lei 9394/96). Darcy exerceu o mandato pelo Rio de Janeiro de 1991 até sua morte em 1997, após um lento processo contra o câncer que comoveu o país. Polêmico, Darcy Ribeiro teve o reconhecimento e admiração até dos adversários.

Serviço:

Trilha de Letras – terça-feira (20), às 21h15, na TV Brasil.

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